sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dedal

Um som áspero
Uma palavra marginal é proferida
Apesar de fora do dicionário
É constantemente ouvida.
Dedo em riste!
Um grito!
Um soco!
A mão se encaixa no meio da face...
Não na minha,
Nem na sua,
Não sabemos na de quem.
Estamos na rua
Dentro do carro.
Para nós nada se encaixa
Mas a mão foi certeira:
Atingiu o nariz.
Agora tudo se encaixa...
E com certeza – Engessa!
Ouvimos a sirene.

Um dia de...

De apontar a ferida
De desbridar a ferida
De curar a ferida
De esquecer a cicatriz
De ser feliz.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sonhos

Você e eu...
Eu e você...
Juntos
Quase unidos
Quase tudo
O que temos hoje:
Apenas uma vontade,
Um desejo,
Muitos caminhos,
Muitos sonhos (serão 15?).
Mais que tudo,
Uma vontade...
Um carinho,
Uma sombra...
Seguida por uma associação de observadores
Observadores de nuvens,
De sentidos,
De imagens,
De sonhos,
Serão 15?
Não sei dizer.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vida

Vida vadia
Vida de muita vida
Que nasce e que cria
Quanto mais se teve,
Mais vida se queria...
Ainda que a vida fosse uma bela porcaria.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

15 Sonhos e uma poesia

Alguém me pediu para escrever diariamente, mesmo que sejam duas linhas.
Escrever é sonhar.
Escrever com a caneta – real.
Escrever com o teclado – virtual.
Escrever com o pensamento – memória.
Escrever, escrever, escrever...
Escrever, descrever meus sonhos: serão 15? – não consigo quantificar.
Sonhar é pessoal: objetivo, subjetivo, atingível, inatingível, secreto, público.
Sonhar meus sonhos, nunca iguais aos seus.
Podem ser parecidos, nunca iguais aos seus.
Cada um tem um olhar, uma sutileza, uma vida – nunca iguais.
Sonhar em abraçá-lo por 15 minutos, deixando descobertos meus mistérios, meus sentidos, meus desejos, minhas imperfeições, meu carinho, meus caminhos, meus atalhos; alguns à mostra, outros, guardados a sete chaves – quem vai saber.
O sonho é pessoal.

domingo, 1 de novembro de 2009

Curiosidade

Comecei a gostar
Por simples curiosidade
Por sentir em seu olhar
Certa possibilidade...
Onde está você?

O Encontro

E eis que encontrei esse caderno na janela. Foi emocionante o nosso encontro. Eu me apresentei a ele, ele se apresentou a mim e começamos a nos comunicar.
É maravilhosa a relação silenciosa entre um caderno, uma pessoa e uma caneta.
E eis que me perguntaram com ordem de quem eu escrevia aqui. E assim, me despedi... com lágrimas nos olhos, do caderno.