Tantos domingos...
Muitas emoções...
Quanta vida!
Algumas perdidas
Outras milimetricamente vividas
Esse domingo começa mal
Tudo bem, já se passou metade dele
Tantos passos largaram
Tantos passos chegaram
Os meus flutuam...
O alarme toca em meu celular
E anuncia seu choro
A necessidade de um novo encontro
Na tentativa de acalmar
Dar rumo aos meus passos e aos seus.
O domingo começa a mudar
Seria inacreditável...
Inacreditável não se permitir ser feliz!
De uns dois anos para cá, passei a escrever. Como não sei se essa vontade continuará e para não perder os textos... eis que criei o meu blog.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Domingo - parte IV
O domingo segue
O sol permanece
O vento diminui
A manhã de domingo garante uma festa gloriosa para muitos
Que estampam suas medalhas no peito
Depois de muito suor, de muito esforço
Preciso continuar...
A manhã de domingo está chegando ao fim
Enquanto caminho pelo Aterro do Flamengo
Vejo pássaros, aviões, corredores suados,
Exceto seu rosto na multidão
Preciso continuar...
Brinco com duas carinhas, meigas
Me alimento de inocência, de carinho
De suavidade...
Ofereço água e sorvete,
O sorvete de morango é disputado
Meu coração sangra silenciosamente
Enquanto passos velozes alcançam a chegada
Mesmo segurando duas mãos pequeninas
Duas carinhas lambuzadas
Que esbanjam felicidade!!
O sol permanece
O vento diminui
A manhã de domingo garante uma festa gloriosa para muitos
Que estampam suas medalhas no peito
Depois de muito suor, de muito esforço
Preciso continuar...
A manhã de domingo está chegando ao fim
Enquanto caminho pelo Aterro do Flamengo
Vejo pássaros, aviões, corredores suados,
Exceto seu rosto na multidão
Preciso continuar...
Brinco com duas carinhas, meigas
Me alimento de inocência, de carinho
De suavidade...
Ofereço água e sorvete,
O sorvete de morango é disputado
Meu coração sangra silenciosamente
Enquanto passos velozes alcançam a chegada
Mesmo segurando duas mãos pequeninas
Duas carinhas lambuzadas
Que esbanjam felicidade!!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Domingo - parte III
O domingo amanhece
O café da manhã congela em minha boca
O açúcar não foi sentido
Tudo está amargo
Meus passos atropelados, espalham as lembranças,
A rotina estendida sobre a mesa, sobre a cama, sobre o dia a dia das pessoas
Pobres mortais!!
Somos escravos... amordaçados, atados a nós mesmos
Apesar do sol, do calor, da claridade,
Do vento frio,
Da vida nas outras pessoas
Do nó na garganta
A vida deve seguir...
Cambaleante, em meio aos cacos
Das taças, se for preciso
E se preciso for,
Fazer uma concha com as próprias mãos
Apesar de trêmulas, atadas, inconformadas
Tomar o vinho e te servir um gole, dois, três
Mesmo entorpecidos diante do prático
O domingo continua mal...
O café da manhã congela em minha boca
O açúcar não foi sentido
Tudo está amargo
Meus passos atropelados, espalham as lembranças,
A rotina estendida sobre a mesa, sobre a cama, sobre o dia a dia das pessoas
Pobres mortais!!
Somos escravos... amordaçados, atados a nós mesmos
Apesar do sol, do calor, da claridade,
Do vento frio,
Da vida nas outras pessoas
Do nó na garganta
A vida deve seguir...
Cambaleante, em meio aos cacos
Das taças, se for preciso
E se preciso for,
Fazer uma concha com as próprias mãos
Apesar de trêmulas, atadas, inconformadas
Tomar o vinho e te servir um gole, dois, três
Mesmo entorpecidos diante do prático
O domingo continua mal...
Domingo - parte II
O domingo começa mal
Apesar do sol
Um vento frio corta a minha pele
Causa um arrepio
E um grito oculto se faz ouvir
O coração bordado com seu nome sangra
Transborda com a sua ausência
Inexplicável...
Tento recuperar o ar,
desatar o nó da garganta
Mas a cada tentativa
Surge um choro incontrolável
As lágrimas escorrem
Molham a minha blusa...
Não sinto meus pés
O vento me leva a algum lugar
O domingo começa mal...
Apesar do sol
Um vento frio corta a minha pele
Causa um arrepio
E um grito oculto se faz ouvir
O coração bordado com seu nome sangra
Transborda com a sua ausência
Inexplicável...
Tento recuperar o ar,
desatar o nó da garganta
Mas a cada tentativa
Surge um choro incontrolável
As lágrimas escorrem
Molham a minha blusa...
Não sinto meus pés
O vento me leva a algum lugar
O domingo começa mal...
Domingo - parte I
O domingo amanhece
No ar uma impotência
Que ata as mãos
Que oprime
Que dá nó na garganta
Que aperta cada célula
Que diminui o ar
Uma hipóxia inexplicável
Vai e volta...
A impotência grita em silêncio
Meu corpo sente a ausência
Meu coração silencia
E não consegue entender
O domingo começa mal
A hipóxia cala
Entorpece os pensamentos, a razão
E os pés flutuam, vagam sem rumo
O domingo começa mal
Apesar de uma linda manhã de sol.
No ar uma impotência
Que ata as mãos
Que oprime
Que dá nó na garganta
Que aperta cada célula
Que diminui o ar
Uma hipóxia inexplicável
Vai e volta...
A impotência grita em silêncio
Meu corpo sente a ausência
Meu coração silencia
E não consegue entender
O domingo começa mal
A hipóxia cala
Entorpece os pensamentos, a razão
E os pés flutuam, vagam sem rumo
O domingo começa mal
Apesar de uma linda manhã de sol.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Laçarote
Quando saio faço o laço
Enlaço cada volta...
Entrelaço cada detalhe
Reflito sobre o seu rosto emoldurado...tranquilo
E ao fundo um final de tarde
Com céu azul, umas nuvens brancas, esparsas
Um vento suave, frio a tocar minha pele
Quando saio faço o laço
Uso a fita do meu passo
Marcado com doces lembranças
Saboreio a sua pele envolta a tantos laços
E me presenteio com um laçarote extremamente encantador.
Enlaço cada volta...
Entrelaço cada detalhe
Reflito sobre o seu rosto emoldurado...tranquilo
E ao fundo um final de tarde
Com céu azul, umas nuvens brancas, esparsas
Um vento suave, frio a tocar minha pele
Quando saio faço o laço
Uso a fita do meu passo
Marcado com doces lembranças
Saboreio a sua pele envolta a tantos laços
E me presenteio com um laçarote extremamente encantador.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Sutiã
Retiro o sutiã, jogo-o pelo ar e ouço o seu barulho ao cair no chão. Distraida e imediatamente, piso sobre o seu colchete. Machuco o pé. Grito um pqp. Não me importo. Mordo o lábio. Entro no chuveiro e sinto a água morna escorrer pelo meu corpo. Sinto minha liberdade, que é preciosa e limpa.
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