O rosto tantas vezes visto na multidão...
Uma miragem?!
Por longos anos escondido
Entre faces,
Entre mares,
Entre os arbustos,
Entre as flores,
Nas asas dos pássaros,
Entre as nuvens...
Você tão perto,
Tão longe!
E eu sempre a procurá-lo
Entre os atalhos,
Entre os carros,
Entre os olhares,
Entre lágrimas,
Entre mares...
E agora?!
De uns dois anos para cá, passei a escrever. Como não sei se essa vontade continuará e para não perder os textos... eis que criei o meu blog.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Suor de tristeza
Há momentos em que devemos deixar a "tristeza fluir", seguir seu rumo natural, passar minuciosamente por cada célula, sinapse, participar de cada ciclo de Krebs, de cada abertura e fechamento de válvula, seguir por cada artéria, arteríola, veia, capilar, visitar cada alvéolo, se aninhar, escoar, chegar à derme, à epiderme e em gotículas, sair, esvair, drenar, escorrer até os nossos olhos, fazendo-nos chorar copiosamente.
Devemos senti-la para que possamos saber que o oposto - a felicidade - deve ser curtida sempre, sempre, intensamente, ao máximo, sem neuras, sem comparações, sem mácula, sem miudezas, sem exigências, saboreando-a prazerosa e pacientemente até quando for possível e se possível.
Devemos senti-la para que possamos saber que o oposto - a felicidade - deve ser curtida sempre, sempre, intensamente, ao máximo, sem neuras, sem comparações, sem mácula, sem miudezas, sem exigências, saboreando-a prazerosa e pacientemente até quando for possível e se possível.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Neuroléptico
Dilacera
Corta a alma enfraquecida
Em tiras
E atira aos figurões
Corta a cabeça
Segue o sangue
Que rola ralo abaixo
Que aos poucos seca, coagula
Entre paralelepípedos
Sob os olhares incrédulos
Sob os olhares desprezíveis
Sob os olhares vazios
Traga o neuroléptico
Saia de dentro
De dentro de minha mente que vaga
Pelas ruas, nua, sem rumo, sem descanso, sem nada...
Oca,
Vazia,
Insignificante,
Destituída.
Corta a alma enfraquecida
Em tiras
E atira aos figurões
Corta a cabeça
Segue o sangue
Que rola ralo abaixo
Que aos poucos seca, coagula
Entre paralelepípedos
Sob os olhares incrédulos
Sob os olhares desprezíveis
Sob os olhares vazios
Traga o neuroléptico
Saia de dentro
De dentro de minha mente que vaga
Pelas ruas, nua, sem rumo, sem descanso, sem nada...
Oca,
Vazia,
Insignificante,
Destituída.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Monstro
A mente que mente, mente. É isso.
O próprio homem mente, mas de repente permite aflorar o bicho do mato e mata o monstro, deixando à mostra a sua liberdade - única e pessoal, contida na mente, mesmo que até então inutilmente.
Quem entende?
Tragam a camisa de força, a forca e a poesia.
O próprio homem mente, mas de repente permite aflorar o bicho do mato e mata o monstro, deixando à mostra a sua liberdade - única e pessoal, contida na mente, mesmo que até então inutilmente.
Quem entende?
Tragam a camisa de força, a forca e a poesia.
Lábios que se tocam...
Lábios que chamam
Perfume que embriaga
A decisão compartilhada
Escrita em passos largos, porém contidos.
Sonho
A encontrar
A desenhar
A desejar.
Tantos caminhos
Muitos passos
Muitas flores, espinhos
Aromas a desvendar e saborear juntos.
Perfume que embriaga
A decisão compartilhada
Escrita em passos largos, porém contidos.
Sonho
A encontrar
A desenhar
A desejar.
Tantos caminhos
Muitos passos
Muitas flores, espinhos
Aromas a desvendar e saborear juntos.
Início e fim...
Poesia!
Quando começa e quando termina?
Quem a sente?
Quem a determina?
Por onde ela passa?
Corações frios, corações quentes?
Mentes inquietas ou vazias?
Tudo pode ser ou não...
Quem vai saber?!
Quando começa e quando termina?
Quem a sente?
Quem a determina?
Por onde ela passa?
Corações frios, corações quentes?
Mentes inquietas ou vazias?
Tudo pode ser ou não...
Quem vai saber?!
sábado, 1 de janeiro de 2011
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