Um segredo
Uma noite
No escurinho
Lábios que se tocam
Macios...
Limpos ?
Nem tanto!
Sentidos...
À flor da pele
Línguas que se encontram
Tocam
Rodopiam
Provocam
Impulsionam
No silêncio
Despretensioso
A dois,
Muitos olhares
Quem sabe o quê?
Era uma vez...
Uma noite
Uma escada
Em que tudo se mostra
Como um segredo ao pé do ouvido!!
De uns dois anos para cá, passei a escrever. Como não sei se essa vontade continuará e para não perder os textos... eis que criei o meu blog.
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A espera de um querer
Encontros
Marcados
Desencontros
Não esperados
Tratar bem
É gostoso
Ser bem tratado
Também
Uma ida
Uma volta
Como tudo
Irá se resolver?
O destino
Enlaça
O destino
Desata
Braços
Cruzados
A espera,
Até quando?
Uma manifestação
É necessária:
Um sim ou
Um não!
Sejamos claros!!
Marcados
Desencontros
Não esperados
Tratar bem
É gostoso
Ser bem tratado
Também
Uma ida
Uma volta
Como tudo
Irá se resolver?
O destino
Enlaça
O destino
Desata
Braços
Cruzados
A espera,
Até quando?
Uma manifestação
É necessária:
Um sim ou
Um não!
Sejamos claros!!
terça-feira, 12 de julho de 2011
O Conto
Conto um conto
Será que conto,
As contas do teu cordão?
Conta que faz de conta
Que ouve os contos que te conto
Conta aquele conto
Aquele mesmo, o da Menina Feliz
Que contagia e entorpece com tamanha poesia.
Conta o conto
Que te conto à meia luz,
Conto de faz de conta
Que diz que não conta para mais ninguém.
Conta aquele conto
Conta a verdade
Que a mentira é contada
E só faz crescer o nariz!
Conta que seus contos
Contam as contas que fizeste...
Será que conta
Na ponta do lápis
As contas do armazém?
Ou será que conta o conto
Só para alegrar a mocinha
Lá do canto da serra?
Conto que um dia seu conto
Vai ser grande
Como a lua que ilumina o caminho dos navegantes à deriva...
Faça as contas
Que te conto
Que seu conto será pequeno no papel
Mas enorme nos corações de muita gente
Como um conto de Tolstói
Que te fez lembrar de mim...
Conta...
Como um conto
Que sou canto
E canto que gosto de ser assim!!
Será que conto,
As contas do teu cordão?
Conta que faz de conta
Que ouve os contos que te conto
Conta aquele conto
Aquele mesmo, o da Menina Feliz
Que contagia e entorpece com tamanha poesia.
Conta o conto
Que te conto à meia luz,
Conto de faz de conta
Que diz que não conta para mais ninguém.
Conta aquele conto
Conta a verdade
Que a mentira é contada
E só faz crescer o nariz!
Conta que seus contos
Contam as contas que fizeste...
Será que conta
Na ponta do lápis
As contas do armazém?
Ou será que conta o conto
Só para alegrar a mocinha
Lá do canto da serra?
Conto que um dia seu conto
Vai ser grande
Como a lua que ilumina o caminho dos navegantes à deriva...
Faça as contas
Que te conto
Que seu conto será pequeno no papel
Mas enorme nos corações de muita gente
Como um conto de Tolstói
Que te fez lembrar de mim...
Conta...
Como um conto
Que sou canto
E canto que gosto de ser assim!!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Meu curativo
Ouço uma canção
Que me faz abrir o livro de poesia
O primeiro verso é arrebatador
Me joga violentamente contra as minhas mais atrozes angústias
Passo para o segundo verso
Que não alivia
Cada sinal, letra, palavra, frase
Chegam como a ponta de uma lança envenenada
Com uma força inexplicável
Penetra em meu peito
E o seu veneno chega rapidamente à minha alma
Nos olhos o líquido transparente, salgado, desce impetuosamente
Em profusão o líquido escorre
E deixa pelo chão...a pista
De um coração que sofre
Silenciosamente
A visão embaça
A página fica molhada
O sol penetra,
Seca toda a pista do caminho
Mais uma vez,
Me aquieto
Me aqueço
E troco o curativo do meu coração.
Que me faz abrir o livro de poesia
O primeiro verso é arrebatador
Me joga violentamente contra as minhas mais atrozes angústias
Passo para o segundo verso
Que não alivia
Cada sinal, letra, palavra, frase
Chegam como a ponta de uma lança envenenada
Com uma força inexplicável
Penetra em meu peito
E o seu veneno chega rapidamente à minha alma
Nos olhos o líquido transparente, salgado, desce impetuosamente
Em profusão o líquido escorre
E deixa pelo chão...a pista
De um coração que sofre
Silenciosamente
A visão embaça
A página fica molhada
O sol penetra,
Seca toda a pista do caminho
Mais uma vez,
Me aquieto
Me aqueço
E troco o curativo do meu coração.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Amor à primeira vista!
Seu olhar inebriante
Enlouquece os meus sentidos
Então, sigo-o, sem pestanejar
A cada piscadela sua...
Sinto...
Que meu coração
Pulsa descoordenado,
Totalmente sem ritmo.
Pressinto...
Que meu coração
Enlouquece,
Pula sem parar e
Quase sai pela boca.
Percebo...
Que meu coração
Pulsa, pula, pula, pulsa,
Totalmente sem ritmo.
Diante de tantos sintomas e
Vestida em uma camisa de força
Fui internada.
A hipótese diagnóstica foi dada,
Meio assim, na lata:
É amor à primeira vista!!
Enlouquece os meus sentidos
Então, sigo-o, sem pestanejar
A cada piscadela sua...
Sinto...
Que meu coração
Pulsa descoordenado,
Totalmente sem ritmo.
Pressinto...
Que meu coração
Enlouquece,
Pula sem parar e
Quase sai pela boca.
Percebo...
Que meu coração
Pulsa, pula, pula, pulsa,
Totalmente sem ritmo.
Diante de tantos sintomas e
Vestida em uma camisa de força
Fui internada.
A hipótese diagnóstica foi dada,
Meio assim, na lata:
É amor à primeira vista!!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O Despertar
Abro os olhos
Segundos depois o alarme avisa
É hora de sair do casulo
Do ninho aconchegante
Percebo o dia
Dou um bom dia para ele
Ouço sua retribuição
E tudo recomeça
A água morna passa por meu corpo
A mão espalha o hidratante
Visto a lingerie
Vou até a cozinha
Aprecio o despertar do dia
E a despedida da noite
Enquanto sinto o cheiro do café
Que passa pelo filtro
Um suco
Uma torrada com queijo branco
Uma xícara de café
Um copo de água
Outra vez no banheiro
Sinto a troca de sabores
A menta substitui o café
Como o sol substitui a lua
Completo a vestimenta
Espalho o filtro solar
Um toque no olhar
Um tom suave nos lábios
Pego a minha bolsa
Antes escolho os brincos
Um ponto brilhante,
Assim será o meu dia
Fecho a porta
Sinto a brisa
O burburinho do dia
Nas mãos as manchetes do jornal.
Segundos depois o alarme avisa
É hora de sair do casulo
Do ninho aconchegante
Percebo o dia
Dou um bom dia para ele
Ouço sua retribuição
E tudo recomeça
A água morna passa por meu corpo
A mão espalha o hidratante
Visto a lingerie
Vou até a cozinha
Aprecio o despertar do dia
E a despedida da noite
Enquanto sinto o cheiro do café
Que passa pelo filtro
Um suco
Uma torrada com queijo branco
Uma xícara de café
Um copo de água
Outra vez no banheiro
Sinto a troca de sabores
A menta substitui o café
Como o sol substitui a lua
Completo a vestimenta
Espalho o filtro solar
Um toque no olhar
Um tom suave nos lábios
Pego a minha bolsa
Antes escolho os brincos
Um ponto brilhante,
Assim será o meu dia
Fecho a porta
Sinto a brisa
O burburinho do dia
Nas mãos as manchetes do jornal.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Sem hesitar
Hoje resolvi encarar
Peguei a caixinha de costura
Retirei a tesoura
Abri o armário
Fiquei frente a frente com o espelho
E não titubiei...
Mecha por mecha
Fui cortando cada fio
Que foram caindo aos meus pés...
O resultado?
O esperado: fiquei careca,
Mas cheia de coragem!!!
Obs.: agora preciso encontrar uma solução, talvez comprar uma peruca daquele comercial antigo: "Perucas Lady, tá!!"
Peguei a caixinha de costura
Retirei a tesoura
Abri o armário
Fiquei frente a frente com o espelho
E não titubiei...
Mecha por mecha
Fui cortando cada fio
Que foram caindo aos meus pés...
O resultado?
O esperado: fiquei careca,
Mas cheia de coragem!!!
Obs.: agora preciso encontrar uma solução, talvez comprar uma peruca daquele comercial antigo: "Perucas Lady, tá!!"
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