Ouço uma canção
Que me faz abrir o livro de poesia
O primeiro verso é arrebatador
Me joga violentamente contra as minhas mais atrozes angústias
Passo para o segundo verso
Que não alivia
Cada sinal, letra, palavra, frase
Chegam como a ponta de uma lança envenenada
Com uma força inexplicável
Penetra em meu peito
E o seu veneno chega rapidamente à minha alma
Nos olhos o líquido transparente, salgado, desce impetuosamente
Em profusão o líquido escorre
E deixa pelo chão...a pista
De um coração que sofre
Silenciosamente
A visão embaça
A página fica molhada
O sol penetra,
Seca toda a pista do caminho
Mais uma vez,
Me aquieto
Me aqueço
E troco o curativo do meu coração.
De uns dois anos para cá, passei a escrever. Como não sei se essa vontade continuará e para não perder os textos... eis que criei o meu blog.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Amor à primeira vista!
Seu olhar inebriante
Enlouquece os meus sentidos
Então, sigo-o, sem pestanejar
A cada piscadela sua...
Sinto...
Que meu coração
Pulsa descoordenado,
Totalmente sem ritmo.
Pressinto...
Que meu coração
Enlouquece,
Pula sem parar e
Quase sai pela boca.
Percebo...
Que meu coração
Pulsa, pula, pula, pulsa,
Totalmente sem ritmo.
Diante de tantos sintomas e
Vestida em uma camisa de força
Fui internada.
A hipótese diagnóstica foi dada,
Meio assim, na lata:
É amor à primeira vista!!
Enlouquece os meus sentidos
Então, sigo-o, sem pestanejar
A cada piscadela sua...
Sinto...
Que meu coração
Pulsa descoordenado,
Totalmente sem ritmo.
Pressinto...
Que meu coração
Enlouquece,
Pula sem parar e
Quase sai pela boca.
Percebo...
Que meu coração
Pulsa, pula, pula, pulsa,
Totalmente sem ritmo.
Diante de tantos sintomas e
Vestida em uma camisa de força
Fui internada.
A hipótese diagnóstica foi dada,
Meio assim, na lata:
É amor à primeira vista!!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O Despertar
Abro os olhos
Segundos depois o alarme avisa
É hora de sair do casulo
Do ninho aconchegante
Percebo o dia
Dou um bom dia para ele
Ouço sua retribuição
E tudo recomeça
A água morna passa por meu corpo
A mão espalha o hidratante
Visto a lingerie
Vou até a cozinha
Aprecio o despertar do dia
E a despedida da noite
Enquanto sinto o cheiro do café
Que passa pelo filtro
Um suco
Uma torrada com queijo branco
Uma xícara de café
Um copo de água
Outra vez no banheiro
Sinto a troca de sabores
A menta substitui o café
Como o sol substitui a lua
Completo a vestimenta
Espalho o filtro solar
Um toque no olhar
Um tom suave nos lábios
Pego a minha bolsa
Antes escolho os brincos
Um ponto brilhante,
Assim será o meu dia
Fecho a porta
Sinto a brisa
O burburinho do dia
Nas mãos as manchetes do jornal.
Segundos depois o alarme avisa
É hora de sair do casulo
Do ninho aconchegante
Percebo o dia
Dou um bom dia para ele
Ouço sua retribuição
E tudo recomeça
A água morna passa por meu corpo
A mão espalha o hidratante
Visto a lingerie
Vou até a cozinha
Aprecio o despertar do dia
E a despedida da noite
Enquanto sinto o cheiro do café
Que passa pelo filtro
Um suco
Uma torrada com queijo branco
Uma xícara de café
Um copo de água
Outra vez no banheiro
Sinto a troca de sabores
A menta substitui o café
Como o sol substitui a lua
Completo a vestimenta
Espalho o filtro solar
Um toque no olhar
Um tom suave nos lábios
Pego a minha bolsa
Antes escolho os brincos
Um ponto brilhante,
Assim será o meu dia
Fecho a porta
Sinto a brisa
O burburinho do dia
Nas mãos as manchetes do jornal.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Sem hesitar
Hoje resolvi encarar
Peguei a caixinha de costura
Retirei a tesoura
Abri o armário
Fiquei frente a frente com o espelho
E não titubiei...
Mecha por mecha
Fui cortando cada fio
Que foram caindo aos meus pés...
O resultado?
O esperado: fiquei careca,
Mas cheia de coragem!!!
Obs.: agora preciso encontrar uma solução, talvez comprar uma peruca daquele comercial antigo: "Perucas Lady, tá!!"
Peguei a caixinha de costura
Retirei a tesoura
Abri o armário
Fiquei frente a frente com o espelho
E não titubiei...
Mecha por mecha
Fui cortando cada fio
Que foram caindo aos meus pés...
O resultado?
O esperado: fiquei careca,
Mas cheia de coragem!!!
Obs.: agora preciso encontrar uma solução, talvez comprar uma peruca daquele comercial antigo: "Perucas Lady, tá!!"
sábado, 28 de maio de 2011
Um Belo Futebol
O gigante da colina jogou e merecidamente levou!
Jogadores fizeram o que se espera ...
Jogaram futebol, um belo futebol !
O Ricardo Gomes taticamente harmonizou
E o que se viu no Ressacada:
Profissionalismo,
Equipe unida,
Amor ao trabalho,
Amor à camisa...
Uma partida bonita aos olhos e ao coração dos amantes do futebol !
Jogadores fizeram o que se espera ...
Jogaram futebol, um belo futebol !
O Ricardo Gomes taticamente harmonizou
E o que se viu no Ressacada:
Profissionalismo,
Equipe unida,
Amor ao trabalho,
Amor à camisa...
Uma partida bonita aos olhos e ao coração dos amantes do futebol !
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O eco do desen(canto)
As vaias ecoaram em São Januário,
Enquanto o luminoso Lucas driblava,
Deixando Gum a ver navios.
Tantos imbróglios envolvendo o Flu.
A torcida impaciente grita:
“- Burro!!”
Que sai cabisbaixo!
O “decorativo” até que tentou uns chutinhos
Mas nada que pudesse espanar a poeira de seu corpo cansado, sem brilho...
A espera de uma mão que o conduza, definitivamente,
Ao porão do museu cheio de ratos e baratas, tão comuns ao tricolor.
Falta o quê?
O Abel Braga, o praga ?
O Fred, o capitão sinuzado ?
O Conca, o melhor de 2010 ?
Falta tudo e mais um pouco:
Do profissionalismo
Ao amor pelo clube.
Assim, não há torcida que resista...
Ao desencanto que espanta o canto!
Enquanto o luminoso Lucas driblava,
Deixando Gum a ver navios.
Tantos imbróglios envolvendo o Flu.
A torcida impaciente grita:
“- Burro!!”
Que sai cabisbaixo!
O “decorativo” até que tentou uns chutinhos
Mas nada que pudesse espanar a poeira de seu corpo cansado, sem brilho...
A espera de uma mão que o conduza, definitivamente,
Ao porão do museu cheio de ratos e baratas, tão comuns ao tricolor.
Falta o quê?
O Abel Braga, o praga ?
O Fred, o capitão sinuzado ?
O Conca, o melhor de 2010 ?
Falta tudo e mais um pouco:
Do profissionalismo
Ao amor pelo clube.
Assim, não há torcida que resista...
Ao desencanto que espanta o canto!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O Ralo da Alma
Não tenho vontade
Não sinto mais saudade
Tudo é escorregadio
Passa entre os dedos
Segue lentamente a caminho do ralo
Que mesmo parcialmente obstruído,
Deixa passar o essencial
O brilho, a meiguice, o carinho, o desejo.
Aos poucos, tudo vai sendo levado...
E o desinteresse surge
Bate à porta...
Deixo-o entrar
Sinto a sua brisa
Que acalma meu coração
E liberta a alma.
Vai, sai de vez.
Não quero mais,
Não tenho vontade,
Não sinto saudade.
Urgente: agendei a desobstrução do ralo!
Não sinto mais saudade
Tudo é escorregadio
Passa entre os dedos
Segue lentamente a caminho do ralo
Que mesmo parcialmente obstruído,
Deixa passar o essencial
O brilho, a meiguice, o carinho, o desejo.
Aos poucos, tudo vai sendo levado...
E o desinteresse surge
Bate à porta...
Deixo-o entrar
Sinto a sua brisa
Que acalma meu coração
E liberta a alma.
Vai, sai de vez.
Não quero mais,
Não tenho vontade,
Não sinto saudade.
Urgente: agendei a desobstrução do ralo!
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