segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Domingo - parte III

O domingo amanhece
O café da manhã congela em minha boca
O açúcar não foi sentido
Tudo está amargo
Meus passos atropelados, espalham as lembranças,
A rotina estendida sobre a mesa, sobre a cama, sobre o dia a dia das pessoas
Pobres mortais!!
Somos escravos... amordaçados, atados a nós mesmos
Apesar do sol, do calor, da claridade,
Do vento frio,
Da vida nas outras pessoas
Do nó na garganta
A vida deve seguir...
Cambaleante, em meio aos cacos
Das taças, se for preciso
E se preciso for,
Fazer uma concha com as próprias mãos
Apesar de trêmulas, atadas, inconformadas
Tomar o vinho e te servir um gole, dois, três
Mesmo entorpecidos diante do prático
O domingo continua mal...

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